sexta-feira, 29 de junho de 2012

Moi et la musique.


FORASTEIRO

É primavera
Curam tristezas
Tudo muda demais por aqui
Forasteiro
Tua distância
Se eu sentisse
Poderia mudar,mas não vou
Por onde é que andarás?
Por onde é que andarás?
Só me diga que eu prometo
Esse rio descansará
Você frio
Perto da noite
Longe de mim eu mal sei
Onde estou
Cruzei vilas,me perdi
Além das ruas
Nossa história não mudou
E tanto eu tenho pra dizer
Se eu só pudesse te olhar
E se tens em mim o teu revólver
Hei de ti próprio disparar
Por onde é que andarás?
Por onde é que andarás?

(Thiago Pethit.):D

Eu já sabia.



O de sempre,basicamente: ainda que com a porta fechada,pela janela eles pousam  no meu quarto com alguma das asas machucadas,sofridos,desmoronando,com uma carinha irresistivel de choro.Eu dou meu carinho de mãe,meu amor de mulher,meu papo de irmã mais nova,meus conselhos de melhor amiga e quando eles ficam mais corados e sorridentes,lá se vão,batendo asas,para alguém mais ensolarado que eu.A mesma coisa,toda vez.Eles vêm,eu os conserto,eles vão.Eles vêm,eu os conserto,eles vão.Eles vêm,eu os conserto,eles vão.Talvez eu seja alguma oficina de homens que sofreram maus tratos de algum relacionamento anterior.Quem sabe eu compre um espaço no jornal e coloque um anúncio com a descrição dos serviços oferecidos,pois,claramente,meus negócios não estão indo bem.Deveria existir uma parte do meu cérebro,um órgão,qualquer, que regule as propagandas enganosas que chegam  à tela do meu córtex,que selecione melhor  o que vai me tirar o ar, já que a auto-censura nunca foi o meu forte.Acho que é por essa razão que as pessoas tanto associam o amor à mágica.Às vezes alguém me mostra um pouco dele,e depois o faz desaparecer numa cartola.E eu me pergunto: ei,como você consegue fazer isso?Aí,eu encontrei você,nós nos conhecemos,eu te consertei,te fiz perfeito pra mim,nos amamos,moramos juntos,e agora você está voltando pra casa.Naquele cenário infeliz de sobras de chá de cidreira,lenços de papel amassados no chão,cobertor no sofá,cadeiras fora do lugar,mala aberta por sobre a cama,livros e CD's embrulhados,dentes e sorrisos guardados,eu não disse nada,quase nada,até porque seria uma deformidade.Mas estou dizendo agora.Desculpa por nunca considerar você como uma aposta segura e razoável,por ficar noites de guarda te esperando cometer um erro dantesco e irreparável e definitivo e todas as sessenta semanas que passamos juntos,e que devem ter sido incriveis-um dia,quando tudo isso passar,e eu me esquecer do seu rosto me dizendo "eu quero que você se dane",você me conta.Desculpa por nunca,em nenhum momento,deixar de acreditar que lá fora  existia um cara imperfeito pra mim,ou pelo menos melhor que você,em todos os aspectos.Desculpa por agir feito uma diabinha sempre espetando com um tridente nossos ocasionais dias de sossego.É que na minha cabeça já estava tudo preparado para dar errado.Eu não mudei toda a minha estrutura de vida,eu não conheci seus amigos de infância,eu não planejei uma viagem de férias,eu não parei com a pílula,eu não...nada.Eu sempre vivi uma vida de propagandas e na primeira oferta concreta e interessante que recebi,era tarde,eu já tinha vendido minha alma.Quando eu te chamava de "amor",não sei,era só um modo de falar.Talvez minha liberdade seja um poste sem iluminação onde ficarei acorrentada pelos tornozelos para sempre.Porque,eu sei.Tudo pode mudar o tempo todo e,tola,sofro desse medo; quando o real perigo à espreita é nada acontecer.E nada aconteceu.Eu meio que sabia onde as coisas iam dar-foi quase,mas não deram.Não deu,Não dei.Valeu a tentativa,o empenho,o interesse.Eu não estava prestando muita atenção,mas posso sentir em algum lugar aqui dentro de mim que foi bonito.A gente ainda vai se falar por aí,essa não é a conversa final,eu sei como você é.

(Gabito Nunes.):D

"..mas a lição que aprendi é que não vale a pena consertar um carro pela décima vez.é mais fácil comprar um novo e fim de papo.afinal,eu bem que tentei consertar meu relacionamento com algumas pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos verdades.ainda que doa deixar as pessoas morrerem,se agarrar à elas é viver mal assombrado.."

[Tati Bernardi.]:D

#Fato 87: amo/sou zebras. *.*

PS: super amei todos os textos desse mocinho aí..super minha cara *-*
PS do PS: aniver chegando..FIG também :B
PS do PS do PS: sem mais,beijos e beijos ;*

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Moi et la musique.


ASSINADO,EU

Já faz um tempo
Que eu queria te escrever um som
Passado o passado
Acho que eu mesma esqueci o tom
Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação
Parece inaceitável a minha decisão
Eu sei
Da primeira vez quem sugeriu
Eu sei,eu sei,fui eu
Da segunda quem fingiu
Que não estava ali também fui eu
Mas em toda história
É nossa obrigação
Saber seguir em frente
Seja lá qual direção
Eu sei
Tanta afinidade assim,eu sei só pode ser bom
Mas se é contrário,é ruim,é pesado
E eu não acho bom
Eu fico esperando o dia em que você
Me aceite como amiga
Ainda vou te convencer
Eu sei
E te peço,me perdoa
Me desculpa que eu não fui sua namorada
Pois fiquei atordoada
Faltou o ar
Faltou o ar
Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar
E foi pra lá,e foi pra lá

(Tiê.):D



domingo, 24 de junho de 2012

The cocoon and the butterfly.



Para chegar a ser uma borboleta é preciso ter passado pelo casulo primeiro.E isso pode acontecer naturalmente,ou não.Como assim?Vejamos..você pode evoluir de forma normal,como o esperado..por uma questão de tempo e de natureza ou,com a participação de certas pessoas nesse seu periodo de transição.Como assim,de novo?Digamos que podemos encontrar pessoas que de cara nos tornam borboletas.Nos ajudam a voar,a desfrutar das mais belas flores,nos mostram camuflagens e tudo aquilo que a gente precisa pra viver bem e a salvo,ainda que brevemente.E como é bom quando nos aparece alguém assim..que nos faça borboleta.Mas como nem tudo acontece de um jeito só,podemos cruzar com aquelas pessoas que nos fazem casulo.Nos aprisionam por mais tempo que o devido e isso não é lá muito bom,afinal,precisamos sim do casulo mas não para sempre.Ás vezes nem nos damos conta o quanto estamos presos a esse casulo que talvez um certo alguém tenha nos colocado.E repito,isso não é bom.Nos acostumamos com aquilo que o nosso aprisionador nos oferece..seja bom ou não..nos limitamos,vivemos atormentados e com medo de criar asas,ficamos dependentes,não enxergamos nosso reflexo e nos permitimos sermos dominados e acabamos  nos contentando com aquele pouco amargo de atenção que o aprisionador nos dá,porque naquele momento..naquele estado sensivel e indefeso,esse pouco é o nosso muito..e nos faz confortáveis,porém,não felizes..afinal,ainda não conhecemos o poder das asas.Mas também devemos levar em consideração que tudo é uma questão de escolha.Podemos interferir nas nossas transições.Podemos querer permanecer no casulo..ou aprendermos a criar asas e conviver com elas.Talvez por um longo tempo você escolheu ficar no casulo.Talvez por ter cruzado com uma aprisionadora..talvez porque você fosse ingênuo demais e se acostumava fácil com a dor.Talvez.E quem dera você pudesse ter sido borboleta antes..quem dera tivesse existido menos dor e pseudo asas..quem dera..mas não deu.Não naqueles anos.Mas a natureza segue o seu curso..quer queira ou quer não queira.E mesmo atrasada ela te fez borboleta.E isso é bom.Porque nunca é tarde para deixar o seu casulo para trás..nunca é tarde para admirarmos as flores..nunca é tarde para sermos livres.Você deixou de ser casulo,e eu fico feliz..talvez porque de certa forma eu tenha contribuido para isso.Mas o que importa é que agora você tem asas,e provavelmente,agora tens mais tempo para observar as paisagens..porque agora tens mais tempo para observar outra borboleta.E você está livre.E a sua liberdade é a minha liberdade.Nada como o bater de asas certo.Você voou e eu sorri.

(Thaís Tenório.):D

"..porque era cedo demais e nunca tarde.."

[Caio F. Abreu.]:D


#Fato 86: fui uma bebê carequinha :B


PS: we're free o/
PS do PS: enfim,férias o/
PS do PS do PS: beijos e beijos ;*

Moi et la musique.


ROMEU

Esqueci minha boca no teu corpo
Pensei que isso te faria meu
Usei de artificios,gastei meus truques
Depois,quem escapou fui eu
Não pense que eu não desejei
Não diga que eu não quis
É só que eu me assustei ao me ver tão feliz
Colei os meus olhos no teu mundo
Guardei cada passo teu
Mas eu Julieta presa nesse pacto
Você o meu Romeu
Entenda esse lado bom
Nem tudo é aflição
Ficamos com o sonho ao invés da punição
Não pense que eu não desejei
Não diga que eu não quis
É só que eu me apavorei ao me ver tão feliz

(Agridoce.):D




segunda-feira, 18 de junho de 2012

O nó e a corda bamba.


Vez por outra ela parava e pensava que talvez as coisas eram mais fáceis quando ela não esperava nada..de ninguém e nem de nada mesmo.Sabe quando você simplesmente faz suas coisinhas ali,todos os dias,sem muitos impactos..sem preocupações exacerbadas..só vivendo?Pois é,talvez fosse mais fácil.Mas é sempre assim,estranho.Num minuto nossas vidas estão condicionadas à nossa normalidade,nossa praia está com a maré baixa a ponto de parecer uma imensa piscina e de repente,de uma hora pra outra,você se torna um 'anormal' surfando nas grandes ondas da sua praia com uma super maré alta.E é ai que as coisas complicam.É claro que essa complicação pode ser atenuada por nossa mania de querer e até gostar de dificultar,embaraçar,complicar as coisas.Ou não.Existem coisas que são complicadas por si só.Isso até pode ser um estímulo se você for adepto à desafios.As coisas eram mais simples quando a sua maior dificuldade seria lavar a pilha de pratos do dia no fim da tarde.Mas as coisas acontecem tão depressa que uma complicação dá a luz a outra e outra e de repente você se pega vendo um nó,bem dado,apertado,entrelaçado,dificil de ser rompido com qualquer mão ou artefato.E você tem um nó.De pessoas,de situações,de memórias,de objetos,de tudo..ou de nada.Como diria Lenine,"às vezes parece até que a gente deu um nó",e como deu.E fica dificil desatar.Mas ai vem outra questão: se faz mesmo necessário desatá-lo?E isso te consome.Todo dia,toda hora,todo tempo e em todo lugar.Por que tão assim?Por que esse nó..tão crucial na segurança de algo que até então era desconhecido para mim mesma?Por que tão entrelaçado?Por que tão reconhecível?Por que tão..por que?Desatar ou não desatar,eis a questão?E em uma mão carrego o machado e na outra uma flor.O que vou usar,ainda não sei.E enquanto isso me vejo confusa em cada volta que a corda dá nessa nossa corda bamba.Pelo menos,dessa vez,consegui dar um passo nela sem ser em falso..dessa vez.Quantas mais virão?Virão?A corda balançou.

(Thaís Tenório.):D

"..passo a passo sigo equilibrando..sobre fantasias.."

#Fato 85: não sou adepta de brincos espalhafatosos..gosto dos pequeninos lol

PS: é,eu sei,tinham moscas rondando esse local :x
PS do PS: relevem se não ficou muito bom..tava 'viajando' :T
PS do PS do PS: quero julho.pra ontem.
PS do PS do PS do PS: beijos e beijos ;*